Exposição Ocupacional às Temperaturas Extremas: Estudo de Caso em um Laboratório Acadêmico

GOMES, Mayslane
COSTA, Renata

Resumo

As doenças ocupacionais incapacitam diariamente milhares de trabalhadores em suas mais diversas atividades, gerando desde afastamentos temporários até a morte, e são desencadeadas quando há exposição a agentes ambientais físicos acima dos Limites de Tolerância como por exemplo as temperaturas extremas (frio e calor) presentes em laboratórios alimentícios. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo analisar a exposição ocupacional às temperaturas extremas em um laboratório acadêmico de processamento de leite. A metodologia utilizada constituiu-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem quali-quantitativa, com uma pesquisa de campo aplicada aos usuários que desenvolvem atividades no laboratório, sendo dois laboratoristas e duas professoras. A coleta de dados ocorreu através do registro fotográfico, aplicação de um questionário semiestruturado, avaliação ambiental do calor utilizando o Medidor de Estresse Térmico – IBUTG e avaliação ambiental do frio por meio da tabela de Limite de Tolerância da ACGIH, sendo realizada em dois dias distintos. Os resultados obtidos para avaliação do calor foram de IBUTG 27,69 para produção de Queijo Minas, IBUTG 25,97 para a produção de Ricota e IBUTG médio ponderado de 30,075 para produção de Iogurte, com período de descanso do trabalho em outro local. Todos os valores obtidos se mostraram abaixo dos limites de tolerância propostos pela NR 15. Para avaliação do frio obteve-se valor de 8ºC estando na faixa de temperatura aceitável pela ACGHI para uma jornada de 1 hora e 40 min intercalados. Apesar disso, os usuários relataram vários sintomas ocupacionais, dentre eles, os mais relatados foram a fadiga e a sudorese excessiva. Para a minimização desses agravos, sugeriu-se a alteração do layout do laboratório a fim de minimizar a exposição às temperaturas extremas, o cumprimento do período de descanso de 15 minutos flexibilizado para atender a todos os usuários, a ingestão de líquidos e cuidados específicos em temperaturas baixas, a exemplo do uso de EPI adequado como luvas, o monitoramento da saúde do trabalhador com avaliações ambientais periódicas e o acompanhamento médico.

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