Avaliação da Exposição Ocupacional ao Ruído: Um Estudo com Docentes de uma Instituição de Ensino Federal da Paraiba

SILVA, Llilian
BAKKE, Hanne

Resumo

Em seu ambiente de trabalho o docente está exposto constantemente a diferentes agentes de risco. O ruído é o agente que, além de interferir no processo de ensino e aprendizagem, também, pode afetar a saúde dos professores, interferindo diretamente na produtividade destes profissionais. Assim sendo, este trabalho tem como objetivo avaliar a exposição ocupacional ao ruído aos quais estão expostos docentes de uma instituição de ensino federal da Paraíba. Foi realizada uma pesquisa quantitativa, descritiva e transversal, na qual foram aplicados dois questionários: um sócio demográfico e um de queixas de saúde. Posteriormente, foi realizada uma avaliação dos níveis de ruído, onde foram seguidos os critérios determinados na NHO 1 (Norma de Higiene Ocupacional) e no anexo 1 da NR 15 (Atividades e operações insalubres). Para as medições foram selecionadas 5 amostras por conveniência de cada nível de ensino e utilizado um dosímetro modelo DOS 600. Para análise foram realizados os cálculos das médias, desvio padrão e frequências relativas dos resultados, e foi realizado o test t para comparação das dosimetrias com auxílio do Excel. Os questionários foram aplicados a 80% do quadro de docentes da instituição na época, onde 21 eram do sexo feminino e 30 do sexo masculino, sendo 52,9 (%) casados. A idade média foi de 35,7 anos, e a média de tempo de profissão variou entre 1 a 32 anos, a carga horária de sala de aula semanal foi em média de 17,2 horas. Já em relação ao vínculo empregatício, 6 eram temporários e 45 efetivos, com qualificação predominante de mestres (57,8%). A maior parte dos docentes não consideram seu ambiente de trabalho ruidoso. Em relação as dosimetrias realizadas, o ensino técnico integrado ao ensino médio foi o nível em que 80% das medições ultrapassaram o valor limite de dose de 100%. Já os níveis técnicos subsequente e superior, só ultrapassaram o limite da dose em uma única medição cada. Em relação ao nível médio de ruído (Lavg), no ensino técnico integrado ao ensino médio os valores ultrapassaram os limites permissíveis em 60%, enquanto que, no técnico subsequente e no superior esse valor foi de 20% em ambos, e não houve diferenças significativa entre os níveis de ensino. Em relação as queixas de saúde os docentes revelaram sentir às vezes: dor de cabeça, cansaço mental, baixa concentração, rouquidão, irritação e estresse. A aplicação de medidas preventivas se faz necessário, na busca de diminuir os níveis de ruído a que estão expostos esses docentes.

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