Qualidade de Vida no Trabalho: Métodos de Avaliação e Efetividade das Práticas de Melhoria Sob a Ótica de uma Revisão Sistemática da Literatura

MONTEIRO, Thyago
FILHO, Evádio

Resumo

Através de uma revisão sistemática da literatura sobre a Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), esta pesquisa teve como objetivo principal discutir os métodos de avaliação e percepção da QVT a fim de identificar se as práticas adotadas em diversas organizações brasileiras têm levado a resultados efetivos de bem-estar dos trabalhadores. O método utilizado foi o protocolo PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), o qual auxiliou na análise da pesquisa. As bases de dados consultadas foram SCIELO (Scientific Electronic Library Online), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), e o portal eletrônico de periódicos CAPES, no período de Dezembro de 2016 a Março de 2018. Ao final das buscas, somaram 81 estudos selecionados para a leitura parcial ou integral, os quais resultaram em 43 pesquisas ao final do tratamento dos dados e utilização dos critérios de inclusão e exclusão. Esses estudos envolveram a QVT através da abordagem da Ergonomia da Atividade Aplicada à Qualidade de Vida no Trabalho (EAA_QVT) e de outros métodos de avaliação da QVT como o Índice de Avaliação da Qualidade de Vida no Trabalho (IA_QVT), o modelo de Walton, dentre outros. Ao discutir os resultados das avaliações da QVT dos diversos estudos, notaram-se diversos índices de insatisfação e mal-estar por parte dos trabalhadores nas organizações brasileiras, significando a falta de práticas de melhorias ou que as práticas adotadas por estas ainda estão em um descompasso com o modelo proposto pela EAA_QVT, que é a abordagem preventiva de melhorias, o qual se provou efetivamente eficaz no diagnóstico de bem-estar e mal-estar no trabalho por meio dos estudos empíricos utilizados. Logo, os achados desta pesquisa identificaram que a Qualidade de Vida no Trabalho é tratada na maioria dos casos como um meio paliativo de compensação do desgaste sentidos pelos trabalhadores, indo de encontro ao método proposto pela EAA QVT. Portanto, foi possível concluir que as práticas adotadas atualmente nas organizações brasileiras, na maioria dos casos, não tem causado efetivos impactos na melhoria do bem-estar dos trabalhadores.

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