Nível de atividade física e composição corporal de adolescentes da cidade de Aparecida - PB

Dantas, Erik de Oliveira

Resumo

A atividade física desempenha papel fundamental na promoção da saúde e na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, especialmente durante a adolescência, período marcado por intensas mudanças biológicas e comportamentais. A literatura aponta que a prática regular nessa fase está fortemente associada à sua manutenção na vida adulta, sendo recomendado que jovens de 6 a 17 anos acumulem ao menos 60 minutos diários de atividade física. Paralelamente, a avaliação da composição corporal, por meio de indicadores como o IMC e o percentual de gordura, tem se mostrado relevante para identificar riscos à saúde nessa população. O objetivo geral do estudo foi analisar o nível de atividade física e a composição corporal de adolescentes matriculados na escola ECIT Dr. José Gadelha, em Aparecida-PB, município de pequeno porte no Alto Sertão Paraibano. Participaram 68 adolescentes (14 a 17 anos). A maioria foi classificada como ativa (16,18%) e muito ativa (38,24%), com predominância de eutróficos (n=41). O IMC médio foi de 22,32 kg/m², sem diferença significativa entre os sexos (p=0,257). Já o percentual de gordura corporal diferiu significativamente (p<0,001): meninas com 32,95% e meninos com 18,70%. Ao relacionar os níveis de atividade física com a classificação do IMC, não houve associação significativa (p=0,795). Da mesma forma, a relação entre nível de atividade física e classificação da gordura corporal também não apresentou significância estatística (p=0,955). Apesar do predomínio de adolescentes ativos, foram identificados indivíduos com sobrepeso e elevados percentuais de gordura entre aqueles com maiores níveis de atividade física, sugerindo que a prática isolada não explicou as diferenças na composição corporal. A relação entre nível de atividade física e composição corporal é multifatorial. Não foi possível estabelecer associação direta e consistente entre essas variáveis. Destaca-se a importância de considerar fatores biológicos (sexo, idade, maturação) e comportamentais (alimentação, sedentarismo) na avaliação da saúde de adolescentes.

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