Perfil antroprométrico e de composição corporal de adolescentes do IFPB Campus Sousa
Freitas, Ramon Gabriel Estrela de
Resumo
Este estudo teve como objetivo compreender o perfil antropométrico e a composição corporal de adolescentes matriculados no Instituto Federal da Paraíba (IFPB) Campus Sousa, considerando indicadores como índice de massa corporal (IMC), percentual de gordura, massa muscular, taxa metabólica basal (TMB) e gordura visceral, além das diferenças encontradas entre os sexos e os cursos técnicos. A pesquisa foi realizada com 71 estudantes, de ambos os sexos, com idades entre 14 e 18 anos, regularmente matriculados no ensino médio integrado. De caráter quantitativo, descritivo e transversal, o estudo utilizou como instrumentos o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ), em sua versão reduzida, e a bioimpedância elétrica (BIA) aplicada por meio da balança Omron HBF-514C, além da mensuração da estatura com estadiômetro. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados por estatística descritiva, a partir de médias, desvios padrão e frequências. Os resultados revelaram diferenças importantes entre meninos e meninas. Enquanto os meninos apresentaram menor percentual de gordura (17,0% ± 7,9%), maior massa muscular (42,4 ± 4,8 kg) e taxa metabólica basal mais elevada (1618 ± 202 kcal), as meninas registraram maior percentual de gordura corporal (35,0% ± 8,0%) e valores mais baixos de massa muscular (26,1 ± 3,2 kg) e TMB (1248 ± 127 kcal). O IMC médio, no entanto, manteve-se semelhante entre os grupos, e a gordura visceral não apresentou diferenças relevantes. Quando analisados os cursos técnicos, observou-se que os alunos da Agropecuária tinham mais massa muscular (32,1 ± 8,1 kg), mas também maior percentual de gordura (28,9% ± 9,1%), possivelmente devido às atividades práticas do curso. Já os estudantes de Informática e Agroindústria apresentaram taxas metabólicas mais altas, associadas, provavelmente, a fatores comportamentais e rotinas específicas. Conclui-se que o perfil dos adolescentes reflete tanto as mudanças fisiológicas típicas da adolescência quanto as influências do contexto escolar e dos hábitos de vida. Esses achados reforçam a importância de políticas educacionais voltadas para a promoção de uma alimentação equilibrada e da prática regular de atividade física, respeitando as particularidades de gênero e a realidade de cada curso, a fim de favorecer um desenvolvimento saudável e prevenir riscos metabólicos futuros.
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