Avaliação do desenvolvimento das plantas lavandula dentata e lavandula angustifolia no município de Sousa/PB
Anna Beatryz Silva, Sales
Resumo
O cultivo de plantas aromáticas do gênero Lavandula tem despertado interesse crescente devido ao seu potencial econômico na indústria farmacêutica, cosmética e no turismo rural. No entanto, a adaptação dessas espécies a climas semiáridos ainda carece de estudos experimentais. Assim, o objetivo dessa pesquisa foi avaliar o desenvolvimento de Lavandula dentata e Lavandula angustifólia na região do Nordeste do Brasil, em Sousa - PB. O experimento foi conduzido no Setor de Horticultura do IFPB – Campus Sousa, entre os meses de novembro de 2024 e janeiro de 2025. A metodologia consistiu na propagação por estaquia, utilizando diferentes concentrações do hormônio enraizador Ácido Indol-Butírico (AIB) e variando o estado de maturação das matrizes (estacas maduras e imaturas). Durante o período experimental, foram monitoradas variáveis como taxa de sobrevivência, crescimento em altura, número de brotações e adaptação ao estresse térmico característico da região. Os resultados revelaram que a L. dentata apresentou uma plasticidade fenotípica superior, demonstrando maior resiliência às altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, enquanto a L. angustifolia exibiu maior sensibilidade, demandando manejos de sombreamento e irrigação mais rigorosos. O uso de AIB mostrou-se eficaz no aumento do percentual de enraizamento, sendo um fator determinante para o estabelecimento inicial das mudas. Conclui-se que, embora o clima de Sousa apresente desafios através do baixo índice de pluviosidade e intensa radiação solar, houve viabilidade técnica do cultivo de lavanda, principalmente da L. dentata.
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