Análise da influência do empacotamento dos agregados na resistência à compressão e na durabilidade frente ao ingresso de íons cloreto

Quintino Júnior, Adjailson Bezerra
Souza, Everton de Abreu

Resumo

A produção de concretos mais sustentáveis tem motivado pesquisas voltadas à redução do consumo de cimento sem comprometer o desempenho mecânico e a durabilidade. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a influência do empacotamento de partículas na resistência à compressão e na durabilidade do concreto, por meio da utilização de diferentes módulos de distribuição (q) do modelo de Alfred. A dosagem dos concretos foi realizada com auxílio do software Q-Mix, sendo produzidos quatro traços com empacotamento de partículas (T-20; T-25; T-35 e T-40), além de dois concretos de referência, um confeccionado com areia natural (REF-AN) e outro com pó de brita sem fracionamento (REFPó). Foram realizados ensaios de resistência à compressão, migração de íons cloreto e determinação do índice de ligante. Os resultados mostraram que o aumento do módulo de distribuição promoveu incremento da resistência à compressão entre os concretos produzidos com empacotamento, destacando-se o traço T-40, que atingiu 41,11 MPa aos 28 dias. Entretanto, o concreto produzido com pó de brita sem fracionamento apresentou o maior desempenho mecânico (45,83 MPa), evidenciando a qualidade da distribuição granulométrica natural do pó de brita. Os resultados de durabilidade indicaram que a otimização do empacotamento não garante, isoladamente, melhor desempenho frente à migração de cloretos, demonstrando que a eficiência do concreto depende da interação entre a distribuição granulométrica, as propriedades dos agregados e o consumo de ligante.

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