Sorrir seriam as bicicletas: Fotografia, Cidade e Design na construção do fotolivro do BMX nordestino

Dutra, Moisés Paredes

Resumo

Quando se fala em memória, é comum associá-la ao passado. Guardar memórias sempre foi uma fascinação humana, pois elas carregam informações fundamentais sobre a história, a cultura e os costumes de um povo. O esporte, assim como outras práticas sociais, também constitui um campo de produção cultural e simbólica compartilhado por determinados grupos. Nesse sentido, visando preservar essas experiências para as futuras gerações, este trabalho propõe a construção da memória gráfica do BMX em diferentes regiões do Nordeste brasileiro, tomando como ponto de partida registros fotográficos autorais produzidos pelo próprio pesquisador. A pesquisa, de natureza qualitativa, exploratória e documental, analisa imagens e contextos visuais relacionados à prática do BMX, articulando as abordagens teóricas da memória gráfica (Farias; Braga, 2018), da cultura visual (Mirzoeff, 2009), da cultura material (Bucaille; Pesez, 1989) e da fotografia documental. O estudo compreende o BMX como uma expressão cultural urbana que ressignifica a cidade por meio da ocupação simbólica do espaço público. Por meio do design editorial, o trabalho culmina na criação de um fotolivro autoral, concebido como um dispositivo de memória e difusão cultural. Utilizando a metodologia projetual de Fuentes (2005), a obra organiza visualmente o acervo fotográfico, evidenciando elementos identitários e estéticos que configuram a cultura do BMX nordestino. A investigação reforça a relevância do BMX enquanto prática cultural e comunicacional, inserindo-o no campo expandido do design gráfico e da cultura urbana, e destaca o papel da imagem como instrumento de preservação da memória coletiva.

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