Relação entre o comportamento sedentário e os níveis de ansiedade em estudantes do terceiro ano do Alto Sertão Paraibano
Coêlho, Victor Alan Fernandes Barbosa
Resumo
O presente estudo investigou a relação entre o comportamento sedentário e os níveis de ansiedade em estudantes do terceiro ano do ensino médio do Alto Sertão paraibano. A adolescência, especialmente no período pré-vestibular é marcada por intensas cobranças acadêmicas e sociais, que resultam em quadros de ansiedade, onde paralelamente, observa-se também a redução das práticas de atividades físicas. Nesse sentido a pesquisa adotou uma abordagem quantitativa de natureza descritiva, realizada com 65 estudantes matriculados na ECIT Cristiano Cartaxo localizada na cidade de Cajazeiras-PB, com idades entre 16 e 18 anos. No qual foram aplicados dois instrumentos: o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão curta, que avaliou os níveis de prática corporal e o tempo em comportamento sedentário e a escala Screen for Child Anxiety Related Emotional Disorders (SCARED), voltada à classificação dos sintomas de ansiedade. A análise dos dados foi realizada de forma descritiva, com auxílio do Excel e do GraphPad Prism 6, apresentando os resultados em gráficos e frequências percentuais. Os resultados revelaram que 55% dos estudantes foram classificados como insuficientemente ativos, 40% como ativos e apenas 5% atingiram o nível de muito ativos, evidenciando que a maioria não alcança os padrões recomendados para um estilo de vida saudável. Em relação à ansiedade, verificou-se que 72% dos participantes apresentaram algum tipo de transtorno, com predominância entre as meninas quando comparado aos meninos. Tais resultados evidenciam a associação entre altos índices de ansiedade e baixos níveis de atividade física, especialmente em um período de intensas exigências escolares como o pré-vestibular. Conclui-se que os adolescentes pesquisados enfrentam um cenário de vulnerabilidade física e emocional, em que a ausência de atividade física adequada e o excesso de exigências escolares favorecem o aumento da ansiedade. Além disso, constatou-se que as meninas demonstram maiores índices tanto de inatividade quanto da prevalência de sintomas ansiosos. Assim, ressalta-se a importância da implementação de políticas educacionais que promova o equilíbrio entre desempenho acadêmico e o bem-estar.
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