Alternativas agroecológicas para jardins urbanos: um relato de experiência

Alves, Mirtes Leite de Lima

Resumo

O objetivo deste trabalho foi relatar, de forma sistemática, a experiência de implantação de um jardim, em limite urbano e inserido no espaço doméstico, numa narrativa fidelizada pelas vivências pessoais e agregada a uma imersão a tudo que a Agroecologia pode proporcionar ao longo dos anos. Sabe-se que é fundamental adotar uma postura de preservação ambiental ao cultivar plantas em jardins públicos ou privados, o que inclui cuidados com o solo, escolha de espécies adequadas, rega e proteção contra pragas. Em muitos países em desenvolvimento, o cultivo de combinações harmônicas de plantas é preferido ao cultivo isolado, e é importante incluir espécies que atuem como sumidouros de carbono, especialmente em áreas urbanas. No Brasil, a degradação dos ecossistemas tem tornado áreas verdes em paisagens áridas, mas as plantas ainda oferecem alívio visual e mental, reduzindo a poluição sonora e revitalizando espaços esquecidos. Por isso, a valorização de áreas verdes e o cultivo de plantas são cada vez mais relevantes nas práticas terapêuticas. O estudo foi desenvolvido em uma residência no distrito de São Gonçalo, no sertão paraibano, analisando a flora local em um clima semiárido, caracterizado por chuvas irregulares e altas temperaturas. A área do jardim foi delimitada e as espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas foram catalogadas, organizadas em um quadro com nome científico, nome popular, família botânica e número de indivíduos. A análise revelou 368 indivíduos distribuídos em 56 famílias botânicas em uma área estimada em 367,56 m². As famílias mais representativas foram Asparagaceae (43 indivíduos), Cactaceae (34) e Araceae (33). A Crassulaceae teve 18 indivíduos, enquanto a Lamiaceae, com 6 espécies, foi a menos representativa, totalizando 9 indivíduos. A família Euphorbiaceae constituiu 34 indivíduos e a Commelinaceae, 7 espécies com 17 indivíduos. A vivência em um jardim agroecológico demonstra como promover sustentabilidade e diversidade biológica, integrando diferentes espécies em um sistema equilibrado. Jardins domésticos oferecem benefícios para o bem-estar e a biodiversidade, servindo como refúgios ecológicos. A escolha das plantas deve considerar luz e clima, permitindo a inclusão de espécies ornamentais e ervas medicinais. Métodos como jardins verticais, práticas sustentáveis e compostagem, tornam a jardinagem acessível e ajudam na preservação ambiental. Investir em áreas verdes em casa melhora a qualidade de vida e promove harmonia com a natureza, contribuindo para um futuro mais sustentável.

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