A proporção áurea no Partenon: uma análise matemática

Brito, Júlio César de

Resumo

Este trabalho apresenta uma investigação bibliográfica sobre a ideia de que Partenon, na Grécia Antiga,foi construído com base na Proporção Áurea. O Estudo Contextualiza a evolução matemática grega, que transitou uma abordagem prática para uma ciência lógica e teórica, profundamente ligada à estética à busca pela harmonia beleza perfeitas. O Partenon surge como o exemplo máximo da matemática arquitetura clássica, apresentando refinamentos matemáticos comprovados, como razão 4:9 (aproximadamente 0,444), presente na relação entre a largura e comprimento do diâmetro das colunas, além de correções ópticas (êntase) para garantir aparência de retidão perfeita. Contudo, a associação templo número de ouro (1,618) é, muito provavelmente, um mito moderno perpetuado por autores do século XIX repetido em livros didáticos. Apoiando-se em críticos como George Markowsky (1992) e Mario Livio (2007), demonstra-se que medidas reais do monumento não correspondem proporção áurea, resultando antes numa razão de cerca de 2,25. Conclui-se, assim, que imposição do “retângulo áureo” sobre Partenon é muitas vezes arbitrária forçada; embora edifícios já inegavelmente uma obra-prima de precisão técnica estética, essa grandeza reside no domínio da razão 4:9 não a mítica proporção áurea.

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