Comparativo de redes POL versus redes locais metálicas ativas tradicionais

Santos, Wellington Ferreira dos

Resumo

O presente Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo analisar comparativamente as redes locais metálicas ativas tradicionais e as redes Passive Optical LAN (POL), destacando suas características técnicas, operacionais e econômicas, bem como os impactos de sua adoção em ambientes corporativos e institucionais. Para tanto, foi realizada uma fundamentação teórica que abordou conceitos históricos e tecnológicos sobre cabeamento metálico, fibras ópticas, arquiteturas FTTx e redes ópticas passivas, possibilitando a compreensão das vantagens e limitações de cada solução. Além da revisão bibliográfica, foi desenvolvido um estudo de caso aplicado em um edifício comercial composto por térreo e quatro andares, no qual foram projetados dois cenários distintos de infraestrutura de rede: um baseado em cabeamento estruturado metálico na categoria CAT6 e outro utilizando arquitetura PON LAN com fibra óptica monomodo. O comparativo considerou aspectos como infraestrutura física, consumo energético, espaço ocupado, custo inicial, custo de manutenção, escalabilidade e custo total de propriedade (TCO). Os resultados demonstraram que, apesar da rede metálica tradicional apresentar menor custo inicial e ampla consolidação no mercado, sua manutenção, consumo energético elevado e limitação de escalabilidade a tornam menos eficiente no médio e longo prazo. Já a solução PON LAN, embora demande maior investimento inicial em equipamentos ópticos, destacou-se pela robustez, eficiência energética, alta capacidade de banda, menor necessidade de equipamentos ativos e significativa redução do TCO ao longo dos anos, revelando-se a alternativa mais adequada para edifícios comerciais que buscam desempenho, confiabilidade e sustentabilidade. A análise também evidenciou que a adoção de redes POL transcende ganhos imediatos, preparando a infraestrutura para integração com tecnologias emergentes como 5G, Internet das Coisas (IoT), realidade aumentada, automação e sistemas de monitoramento em tempo real, alinhando-se às tendências globais de transformação digital e cidades inteligentes. Assim, conclui-se que a migração para arquiteturas baseadas em fibra óptica passiva representa um passo estratégico para a construção de redes mais resilientes, escaláveis e sustentáveis, capazes de suportar as crescentes demandas de conectividade da sociedade contemporânea e futura.

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