Telemedicina 5G: avanços e desafios
Silva, Bruno Barros da
Resumo
A evolução das redes móveis culminou no 5G, tecnologia caracterizada por alta largura de banda, capacidade de conexão massiva e, sobretudo, pela latência ultrabaixa (URLLC), elemento essencial para aplicações críticas em saúde. Nesse contexto, a telemedicina desponta como um dos campos mais beneficiados, ao viabilizar cirurgias robóticas a distância, diagnósticos de imagem em tempo real e monitoramento contínuo de pacientes críticos. Experimentos relatados na literatura recente confirmam esse potencial como as ultrassonografias móveis transmitidos via 5G em ambulâncias permitiram diagnósticos mais ágeis em situações emergenciais (BERLET et al., 2022), enquanto iniciativas de consultas e teleorientações remotas ampliaram a colaboração clínica de especialidades escassa (KARAKO et al., 2020). Apesar dos avanços, a implementação enfrenta desafios estruturais, regulatórios e éticos, que incluem a baixa capilaridade da fibra óptica, a necessidade de densificação de antenas, riscos de segurança cibernética e desigualdade de acesso entre regiões urbanas e rurais (DE LUCCA; MAURO, 2020; LIMA, 2024; SANTANA et al., 2024). Para analisar criticamente esse cenário, este estudo adota uma revisão literária (2018–2024), reunindo artigos acadêmicos, dissertações, estudos de caso e relatórios técnicos. O objetivo é mapear os principais avanços da telemedicina 5G, identificar os obstáculos que limitam sua consolidação e indicar caminhos discutidos na literatura para sua integração efetiva nos sistemas de saúde. Conclui-se que, embora ainda existem barreiras significativas, a telemedicina baseada em 5G representa um grande potencial transformador, capaz de democratizar o acesso à saúde de alta complexidade, reduzir desigualdades regionais e otimizar a eficiência clínica.
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